sábado, 3 de novembro de 2012

LESÕES DESPORTIVAS MAIS COMUNS

A principal característica de uma lesão é quando ocorre uma alteração nos tecidos, ou seja uma deformidade do seu estado natural, seja ele qual for. As Lesões ocorrem também quando há um desequilíbrio fisiológico ou mecânico, por trauma directo ou indirecto, por excesso de repetições, falta de descanso ou também  pela realização de forma incorrecta do exercício. Conhecer as suas causas e mecanismos será a melhor maneira de as evitar e controlar mas é igualmente importante reconhecer uma lesão. Sempre que sentir uma dor aguda, diminuição de força, instabilidade ou uma tensão muscular intensa, procure imediatamente um profissional de saúde para avaliar o grau de gravidade da lesão. 
Saiba no entanto que os cuidados a ter nas primeiras 48 horas após uma lesão são determinantes para uma recuperação mais rápida e eficiente. O que deve fazer: Repouso - parar toda a actividade que provoque aumento da dor ou outra sintomatologia. Gelo - aplicar na região lesada, durante 15 minutos, de 3 em 3 horas. Compressão - comprimir a região lesada de modo a controlar o edema e o derrame. Elevação - elevar a zona lesada de modo a facilitar a circulação sanguínea de retorno. O que não deve fazer: Calor - promove a vasodilatação. Álcool - não deve ingerir bebidas alcoólicas porque o álcool é um potente vasodilatador. Massagem - aumenta o edema e o derrame, sendo agressiva para os tecidos em cicatrização. Actividade - solicitar demasiado cedo as estruturas lesadas pode agravar a situação. Em atletas as Lesões dão-se principalmente no sistema musculoesquelético e raramente no sistema nervoso. Para retomar a actividade desportiva de forma segura e plena, não basta estar completamente recuperado da sua lesão no aspecto fisiológico. É essencial readquirir força, flexibilidade, mobilidade, equilíbrio, coordenação e segurança emocional.
Os locais de Lesões mais frequentes são: Ombros, Cotovelos e antebraços, Punho e Mão, Quadril e Coxa, Joelho, Perna, Tornozelo e Pé e Coluna. São vários os tipos de Lesões e de tecidos lesionados: Ósseas, Musculares, Ligamentares, Articulares e Psicológicas. Ósseas - como sabemos, os ossos sustentam o corpo e este tipo de lesão é caracterizado principalmente por fracturas e fissuras nos ossos. Fractura é um osso partido ou estalado por pancada, torção ou quando submetido a uma pressão excessiva e podem ser transversas, oblíquas e espirais. Provoca dores violentas e a área incha fortemente tornando-se muito sensível. Musculares - são lesões que ocorrem nos músculos e classificam-se da seguinte forma: Estiramento ou Distenção, Contusão, Laceração, Rotura, Cãíbra e Fadiga. Ligamentares - os ligamentos actuam para proporcionar estabilidade a uma articulação, controlar a posição de um osso em relação a outro durante os movimentos e dar o senso posicional articular. Quando ocorre um dano nos ligamentos, na maioria das vezes por ser um tecido rígido não muito elástico, dá-se o nome de entorse ligamentar. Este tipo de lesão ocorre em 3 níveis: 1º , 2º e 3º graus. Articulares - estão directamente relacionadas a danos ocorridos nas cartilagens e articulações. Os danos podem ocorrer tanto nos ossos como nos ligamentos da articulação. As mais comuns são: Entorse, Luxação, Artrite, Artrose e Osteoartrose.   As duas últimas são de carácter degenerativo. Psicológicas - É o tipo de lesão que pode acabar com a carreira de um atleta profissional, pois ela incidirá no comportamento do indivíduo, afectando directamente o sistema imunológico, o humor, a diminuição da massa corporal magra e ainda alterações na frequência cardíaca aumentando a perda de interesse em treinar e competir.
As Lesões são geradas por factores intrínsecos ou extrínsecos, por microlesões cumulativas, por movimentos repetitivos ou má postura entre outros. São factores intrínsecos os desvios posturais, idade, desequilíbrio na força muscular e falta ou excesso de amplitude do movimento articular. Como factores extrínsecos temos os métodos de treino, equipamentos usados, superfície do treino, tipo de modalidade e sobrecarga excessiva. Uma das formas te evitar as Lesões, consiste em adoptar durante o treino medidas preventivas, que passam por trabalhar de forma equitativa a força muscular, potência, flexibilidade, resistência e equilíbrio. Podemos assim concluir que ao realizar uma actividade física devemos respeitar todos os princípios do treino físico, levando sempre em consideração a nossa condição física actual, e o mais importante, é que devemos sempre ser orientados por um profissional em educação física, capaz de elaborar e acompanhar, de forma correcta, o treino de acordo com os objectivos de cada um.

                                                                          Saudações Desportivas
                                                                                                                     António Brilhante

domingo, 30 de setembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO CARDIOVASCULAR

O sistema cardiovascular é constituído pelo coração, pulmões e aparelho circulatório e é também conhecido como sistema aeróbico ou cardio-respiratório. O coração encontra-se debaixo do esterno ligeiramente deslocado para a esquerda, está dividido em quatro compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos), e é o responsável por bombear o sangue para os pulmões através das artérias pulmonares. Durante a respiração os pulmões recebem o ar inspirado e armazenam-no em pequenos sacos designados por alvéolos pulmonares onde se mistura com o sangue. A aurícula direita recebe o sangue não oxigenado do corpo cujo destino são os pulmões. O ventrículo direito impulsiona o sangue para os pulmões através das artérias pulmonares. A aurícula esquerda recebe o sangue oxigenado e o ventrículo esquerdo impulsiona o sangue para o corpo através da artéria aorta. A este processo dá-se o nome de circulação.
O ritmo cardíaco é a melhor medida para regular a intensidade do exercício cardiovascular. A média de um coração em repouso é de 72 pulsações por minuto e a maneira mais rápida de se saber o ritmo cardíaco de uma pessoa é contar as pulsações durante seis segundos e acrescentar um zero. Os princípios do programa cardiovascular são em parte semelhantes aos princípios do programa de resistência física. O coração é um músculo, o mais importante de todos, e por isso deve manter-se forte e saudável  devendo ser trabalhado em vários aspectos como qualquer outro músculo, evitando assim  problemas prematuros do foro cardíaco.
A diferença é que para se atingir uma boa forma cardiovascular não se utiliza uma técnica de resistência específica, mas sim uma série de aparelhos que obrigam a manter o ritmo cardíaco na área correcta de treino. Os aparelhos são a passadeira, o remo, a bicicleta, o stepper e a elíptica entre outros. Ao sistema básico de treino que utiliza estes aparelhos dá-se o nome de "Cardio Cross Training". São vários os benefícios do exercício cardiovascular: Reduz o ritmo cardíaco em repouso. Melhora a irrigação sanguínea. Baixa o nível do colesterol. Reduz a gordura no sangue. Melhora o estado físico em geral. Melhora a tolerância ao stress. Este tipo de  exercício deve ser realizado 3 a 5 vezes por semana durante um período nunca inferior a 50 minutos no entanto, a melhor maneira para emagrecer é realizar o treino muscular primeiro e só depois o exercício cardiovascular  porque no treino de força, o corpo recorre sobretudo ao glicogénio presente nos músculos como fonte de energia, deixando a gordura para o treino cardiovascular. Se os depósitos de glicogéneo estiverem gastos mais facilmente o corpo recorre à gordura de reserva. Infelizmente este tipo de exercício não ataca apenas os depósitos de gordura; parte da massa magra (músculo) também é gasta, deste modo se não se realizarem exercícios de tonificação muscular o corpo acabará por ficar flácido.
É importante conjugar o exercício cardiovascular com musculação bem como uma  alimentação  rica  em  proteínas. Este tipo de treino tem um  efeito muito interessante na recuperação muscular, uma vez que promove a via aeróbica  facilitando assim a oxigenação de células e tecidos reduzindo aquela sensação de dor muscular e contribuindo para a eliminação do ácido láctico. O exercício cardiovascular é o tipo de exercício físico que mantém a pulsação cardíaca e a respiração relativamente elevadas de forma constante durante a sua prática, fazendo com que o corpo aprenda a utilizar a gordura como fonte de energia, aumentando significativamente o metabolismo. E para terminar aqui fica um conselho: Faça um treino completo realizando primeiro um trabalho muscular de 30/45 minutos, seguido de um trabalho cardiovascular de, pelo menos, 30 minutos. Conjugue os dois e consiga uma excelente forma física.

                                                                        Saudações desportivas
                                                                                                                 António Brilhante

terça-feira, 22 de maio de 2012

OVERTRAINING

O excesso de exercício físico, cada vez mais frequente entre o público dos ginásios, pode colocar em risco a sua saúde. A busca pelo corpo perfeito parece não ter fim. Para garantir mais horas de treino, muitos são os que cortam no tempo de descanso e da alimentação, pensando estar no caminho certo para um corpo escultural. Mas não é verdade. Essa é a receita para o Overtraining um mal que acarreta danos físicos e psicológicos. Antes restrito aos atletas de elite, que treinam de forma intensa por fazer do desporto a sua profissão, o Overtraining é cada vez mais comum entre o público que frequenta ginásios, especialmente com a chegada do verão. 
A actividade física é essencial para a vida saudável, mas em excesso torna-se perigosa e pode ocasionar lesões sérias que impedem a continuidade da prática. Todo o treino requer descanso para que o corpo recupere as energias. Ao eliminar os dias de descanso, o corpo não consegue recuperar e, com isso, vem o desgaste. Entre  as consequências desse exagero para o organismo estão a perda de apetite, de peso e de massa muscular, insónias, cansaço, irritação, queda de rendimento na actividade diária, disfunções hormonais, depressão e ansiedade e lesões nos joelhos tendões e ligamentos. Se sente uma dor continuada e cada vez mais intensa é porque algo está errado. Provavelmente o corpo dói porque os limites não estão sendo respeitados. O sistema imunológico também é afectado deixando o atleta mais susceptível ás infecções por vírus e bactérias. Por isso outro dos sintomas do Overtraining é a constipação constante, que prejudica ainda mais o rendimento  dos treinos. Ao se reconhecer nessa situação, é preciso procurar um médico para verificar se há lesões sérias que necessitem de fisioterapia, se é necessário uma mudança nos hábitos alimentares ou alterar o programa de treino para exercícios mais leves que permitam uma melhor recuperação. Uma boa suplementação também deverá ser um factor a ter em conta. Seja qual for o objectivo do treino: competir, combater o sedentarismo, perder peso ou melhorar a sua resistência cardiovascular, é importante respeitar os dias de descanso. Embora cada tipo de treino tenha ritmo e intensidade específicos, todos devem ter pelo menos um dia de descanso semanal. Para completar os dias de treino e descanso, uma alimentação equilibrada e boas noites de sono são essenciais para obter os resultados esperados com a prática do exercício físico.
O acompanhamento por um profissional especializado em treino físico (P.T.), é uma forma segura de garantir que a actividade física será feita de maneira controlada e saudável, onde todos os exercícios prescritos são escolhidos de acordo com as necessidades, objectivos e capacidades de cada um garantindo assim bons resultados. Outro ponto fundamental é a realização de uma avaliação médica antes de começar qualquer actividade física, para assegurar que está tudo bem com a sua saúde.
O sindroma do Overtraining está geralmente associado ao treino de sobrecarga e também ao treino de supercompensação. O treino de sobrecarga é um treino duro, que dura alguns dias e ao qual se segue um curto período de descanso. O treino de supercompensação caracteriza-se por vários dias de treino pesado seguido por alguns dias de treino mais leve sem que haja um período de descanso. Este sindroma de excesso de treino afecta um grande número de praticantes que se envolvem em programas de treino intensivo sem ter em conta as suas verdadeiras capacidades e completa ausência de um aconselhamento por parte de um técnico da área desportiva.
Em termos genéricos o Overtraining pode ser descrito como a resposta do corpo humano para a incapacidade físico ou mental para se recuperar do treino. Uma recuperação correcta é a base para todos os resultados positivos nas performances físicas e desportivas.
Sintomas no Desempenho: 1- Desempenho ano após ano mostram uma quebra do rendimento a partir do meio da temporada, chegando em alguns casos, a terminar antes da época de competição. 2- Ganhos de força podem ficar os mesmos ou até diminuírem. 3- Diminuição das capacidades motoras e biomecânicas, incluíndo equilíbrio, técnica, agilidade e movimento coordenado. 4- O desempenho é limitado devido a dor crónica ou aguda de lesões recorrentes. 5- O pico do desempenho só é alcançado depois de longos períodos de descanso e recuperação. 6- Incidentes de total exaustão que obriga a períodos mais longos de descanso e até paragem da actividade física. Sintomas Fisiológicos: 1- Perda de peso e consequente perda de massa muscular. 2- Aumento  ou diminuição da frequência cardíaca mesmo em repouso. 3- Diminuição dos limiares aeróbicos e anaeróbicos, e acumulação excessiva e rápida de ácido láctico durante o exercício provocado pelo deficiente nível basal. 4- Fadiga e fraqueza muscular que resultam da retracção da massa muscular. 5- Dor ou inflamação aguda ou crónica nos ligamentos e articulações e micro roturas no tecido muscular de uma forma sistemática. 6- Diminuição da capacidade do sistema imunológico. O treino excessivo aumenta exageradamente os níveis de cortisol que é conhecido por sufocar o sistema imunológico. Sintomas Psicológicos: 1- Aumento da frustração em relação ao desempenho e consequente perda de confiança. 2- Aumento do stress e irritabilidade. 3- Baixa auto-estima. 4- Pensamentos constantes em desistir. 5- Diminuição da capacidade de desempenhar as funções diárias motivado pelo cansaço excessivo. 6- Perda progressiva na motivação para treinar.
O único tratamento realmente eficaz para o síndroma de Overtraining é o repouso prolongado, mas esta medida extrema impossibilita a participação do atleta em competições ou de frequentar o ginásio, o que  pode levar a uma perda da motivação e também ao abandono do desporto ou prática desportiva. Deste modo, podemos concluír que a melhor maneira de se evitar a manifestação deste síndroma é mesmo a prevenção. Além disso, visto que ainda não existem marcadores fisiológicos e biológicos concretos que permitam um diagnóstico precoce, tem-se usado alguns instrumentos que possibilitam medir estados de humor, instrumentos esses que têm ajudado muito a detectar os sinais iniciais do Overtraining, ajudando a prevenir o seu desenvolvimento evitando um período de inactividade.
Aqui fica o conselho: Actividade física e desporto com regularidade e bom senso!

                                                                               Saudações desportivas
                                                                                     António Brilhante


domingo, 15 de abril de 2012

PILATES

Joseph Hubertus Pilates nasceu em Dusseldorf, na Alemanha, em 1880 e faleceu em Nova Iorque em 1967, cidade para a qual emigrou em 1926 e onde aperfeiçoou e ensinou este método invulgar até ao final da sua vida. Em criança Joseph Pilates apresentava uma condição física pouco robusta sofrendo mesmo de várias patologias, por isso, não admira pois que  desde muito jovem  tentasse encontrar um método de treino simples, mas que fosse simultâneamente eficaz e cujos objectivos gerais fossem o melhoramento da força, da flexibilidade e o estímulo do equilíbrio do corpo. Esta técnica, à qual deu o nome de Contrologia, é um método de condicionamento físico baseado em técnicas orientais e ocidentais, que procura integrar o corpo e a mente, através de exercícios físicos que podem ser executados tanto no solo como em máquinas e aparelhos, com ou sem manipulações usando o próprio peso do corpo como principal desafio. Joseph Pilates sabia muito bem que as condições físicas dos seus alunos eram tão diferentes como os objectivos pessoais de cada um, por isso, concebia um programa de treino específico e personalizado  o qual era periodicamente adaptado conforme o desenvolvimento físico do aluno.
Após a sua morte, surgem novos estúdios abertos por ex-alunos seus que, ao personalizarem os treinos, desenvolvem inúmeras variações originando diferentes metodologias. Mas só em 1984 surge o primeiro registo da palavra Pilates associada ao método da Contrologia. Surgem então vários nomes com escolas associadas desde o Brasil a Inglaterra  passando  pelos  Estados Unidos,   Espanha  e  Austrália.  O   método   de Pilates   funciona  com   base  na   força   e  flexibilidade 

muscular, integração do corpo e mente, consciência corporal, capacidade de resistência e coordenação, mas assenta fundamentalmente em sete princípios a saber: Concentração - Concentrar-se em movimentos precisos durante os exercícios de modo a evitar executá-los de forma errada, perdendo assim, os seus benefícios e objectivos. Respiração - Inspirar pelo nariz e expirar pela boca aumentando os tempos expiratórios. Respiração torácica lateral e diafragmática. Centro - Pode ser adquirida uma boa postura partindo pelo bom controlo do centro. Importante o equilíbrio entre a região lombar e o abdómen, activando a musculatura abdominal (transverso abdominal). Controlo - O controlo inicia-se precisamente pela capacidade da nossa mente exercer essa acção sobre os músculos, de forma consciente e voluntária. Precisão - Movimentos executados correctamente e dominados até uma apropriação inconsciente de forma que no dia a dia, o gesto se torne mais eficiente. Fluidez - A elasticidade do corpo humano é necessária. Os movimentos em Pilates devem fluír de uns para os outros de forma harmoniosa e quase natural. Isolamento - Reconhecer e recorrer somente aos músculos necessários para determinado movimento, despendendo assim, de menos energia para o executar, conseguindo estabilizar todos os outros que não deverão interferir.
São inúmeros os benefícios da prática de Pilates, no entanto vou enunciar apenas os que considero mais importantes: Alonga, tonifica e define a musculatura, principalmente a abdominal,  sem exageros. Trabalha a percepção do corpo e mente. Reduz o stress, alivia as tensões e aumenta a energia. Restaura o alinhamento postural deixando a sua coluna mais forte e flexível. Ajuda na recuperação de lesões.  Melhora a circulação sanguínea e o movimento das articulações. Aumenta a coordenação neuromuscular e melhora a mobilidade, agilidade e vigor. Melhora o visual do seu corpo, assim como a sua auto-estima. Por todos os motivos supra citados, o método de Pilates é apontado como um excelente complemento para o treino desportivo, e para o desenvolvimento funcional da actividade diária.
                                                                                  Saudações desportivas
                                                                                         António Brilhante

terça-feira, 27 de março de 2012

TREINO FÍSICO COMO PREVENÇÃO DA LOMBALGIA

O que é a Lombalgia?
Lombalgia é uma dor intensa na zona inferior do dorso onde se encontram as vértebras lombares. Esta patologia, é muito frequente devido à falta de bons hábitos posturais no trabalho e nas nossas actividades quotidianas. A tensão vai-se acumulando nas costas até que num momento inesperado, um movimento lesiona algum músculo, nervo, ligamento ou disco intervertebral, provocando uma dor paralizante, a qual, além de dolorosa e incómoda, provoca irritação e ansiedade, e em muitos casos, não permite sequer um bom descanso.
Existem diferentes tipos de Lombalgia, dependendo do tipo de dor, das estruturas danificadas ou do mecanismo da lesão, no entanto vamos destacar apenas dois por serem os mais comuns.
Aguda ou de esforço - Produz-se de forma repentina ao fazer-se um movimento brusco de rotação, flexão ou extensão do tronco ou a uma rápida reacção após tropeçar. A lesão pode produzir-se em dois tempos, começando com uma dor ligeira sem razão aparente que pode desaparecer por algum tempo, mas que passados alguns dias pode provocar um bloqueio a partir de um movimento simples. Este tipo de Lombalgia provoca dor, rigidez, contracturas musculares podendo irradiar para o sacro, abdómen e até para os órgãos genitais por compressão nervosa. quando o disco intervertebral se lesiona, a dor é mais intensa e piora com uma simples tosse, espirro ou gargalhada.
Crónica - Provoca uma dor que pode ser contínua, intermitente ou acentuada em certas posições. Normalmente piora à noite, produzindo fadiga, mas em alguns casos também pode ser mais incomodativa de manhã ao levantar. Não existe um bloqueio, pelo que a pessoa que sofre desta patologia consegue andar e movimentar-se com relativa liberdade pois são as posições estáticas e prolongadas que se tornam intoleráveis. Em muitas ocasiões, a causa deste tipo de lombalgias, é um desequilíbrio de forças da coluna em geral que pode ser provocado por um excesso de peso ou uma habitual postura incorrecta. A degeneração ou lesão residual dos discos intervertebrais e os reumatismos também podem contribuír para uma Lombalgia crónica.
Os factores de risco mais comuns para o aparecimento de uma Lombalgia são: sedentarismo, excesso de peso e falta de tonicidade abdominal.
Actualmente, a evolução das ciências e da tecnologia em todas as áreas de desenvolvimento, procuram facilitar a vida do homem em sociedade. Os enormes avanços tecnológicos dos últimos anos, alteraram o modo de vida do homem que tem vindo a ser substituído pela máquina em muitas das tarefas que antes realizava. É claro que estas inovações tecnológicas constituíram progressos, mas também trouxeram problemas.
O homem, enquanto ser biológico, está preparado para desenvolver trabalho físico intenso, mas  ao longo dos tempos, passou de um ser activo a um ser sedentário que se desloca quase sempre através de meios motorizados, cuja actividade física se resume, na maioria dos casos, ao movimento dos dedos no teclado do computador ou no comando do televisor. Esta inactividade física em nada beneficia o pilar da nossa sustentação, da nossa verticalidade, da nossa postura como seres humanos - a Coluna Vertebral. Cada vez mais pessoas padecem de fortes dores na coluna, nomeadamente na região lombar. Estima-se que cerca de 80% da população sofre de Lombalgia, atingindo o seu auge a partir dos 60 anos.
Ao longo da nossa existência, mais cedo ou mais tarde, a coluna degenera-se ao nível dos discos intervertebrais, daí a necessidade de reforçar toda a musculatura do tronco. O equilíbrio entre o reforço dos músculos abdominais e dos músculos dorsais, é uma preocupação que não se deve descurar, traduzindo-se como uma das medidas preventivas mais importantes para a estabilização da coluna vertebral logo na infância. É nesta linha ideológica, que o exercício físico se apresenta como fundamental para evitar a ocorrência de certas patologias na coluna vertebral. As várias modificações no estilo de vida expuseram o homem ao aumento da incidência das chamadas doenças Hipocinéticas, provocadas pela ausência de exercício físico. Nestas estão incluídas a Obesidade, Diabetes, Hipertensão, Problemas de Coluna, Ansiedade, Stress e Depressão.
É importante salientar, que nunca será demasiado tarde para iniciar a prática da actividade física. A Lombalgia nos adolescentes, tal como nos adultos, é um fenómeno cada vez mais comum. A actividade física habitual é um comportamento de grande importância para a promoção de um estilo de vida saudável, tanto na infância e juventude, como na idade adulta. É a grande espessura dos discos intervertebrais que permitem a mobilidade da coluna vertebral em geral, e da região lombar em particular, pois é o sector da coluna que suporta todo o peso do tronco constituíndo factor de risco susceptível de conduzir a um desgaste que se traduz em lesão.
Os músculos abdominais pouco desenvolvidos e a reduzida flexibilidade dos músculos posteriores da coluna, permitem que a bacia se desloque no sentido anterior, dando origem a uma curvatura excessiva na região lombar conhecida como Hiperlordose. Uma vez mais o exercício físico é a medida preventiva mais usada nesta patologia, pois permite o reforço muscular o qual favorece a estabilidade da coluna vertebral. A tonificação dos vários grupos musculares, posteriores e anteriores, realizada de uma forma equilibrada, assume o papel fundamental na prevenção das Lombalgias, uma vez que são os responsáveis pela estabilização e manutenção da postura correcta da coluna.
Os músculos abdominais têm ainda a importante missão de aumentar a pressão intra-abdominal durante o esforço, de modo a proteger mecanicamente a coluna. Em vários estudos existentes, é possível constatar que em qualquer altura da nossa vida, fruto de uma débil estrutura muscular, podemos vir a sofrer de dores numa intensidade suficiente capaz de nos afectar a funcionalidade indispensável para realizar uma vida normal.
Durante muitos anos, julgou-se que a Lombalgia afectasse apenas a população adulta, mas através de estudos mais recentes efectuados na década de 80, constatou-se que já em idade juvenil, um número significativo de adolescentes apresentava dores na região lombar. Actualmente existe um consenso geral, entre os estudiosos, que a prática de actividade física é fundamental para a obtenção de um bom nível de saúde. Infelizmente, existe ainda um elevado número de pessoas, que pensam que não é necessário apresentarem uma boa condição física para estarem sentados todos os dias cerca de 8 horas em frente a um computador. Nesta posição as tensões que agem, em termos biomecânicos, sobre a coluna vertebral são enormes, e a longo prazo essas tensões irão provocar deformações que um dia, com um simples movimento, conduzirão aos primeiros sintomas de Lombalgia.
Adoptar um estilo de vida activo, associado à prática regular (mais de 3 vezes por semana) de exercício aeróbico de baixa ou moderada intensidade juntamente com treino de força, trará benefícios múltiplos no controle e tratamento das diversas patologias da coluna vertebral. Numa análise geral de tudo o que foi referido anteriormente, podemos concluir que o dia-a-dia de muitos adolescentes tem vindo a ceder cada vez mais espaço ao sedentarismo. Nesta perspectiva, a actividade física assume-se como um factor de prevenção de uma série de doenças associadas à inactividade. A infância e a juventude são consideradas idades fundamentais para a promoção de hábitos de exercício físico que perdurem para toda a vida.
                                                                             Saudações desportivas
                                                                                               António Brilhante


Adaptação ao texto original "Prevalência da Lombalgia" - U.P./F.D. cortesia de HUGO AREZ - Fisioterapeuta

domingo, 19 de fevereiro de 2012

PERSONAL TRAINER

Hoje em dia, ter um Personal Trainer não é mais sinónimo de "status", mas sim uma questão de saúde. É importante que este tenha concluído o curso de Educação Física, tenha especializações dentro da área que trabalha, que tenha realizado alguns estágios em diferentes áreas tais como treino desportivo, primeiros socorros, actividades aquáticas, tenha ainda praticado desportos colectivos e individuais e tenha também formação na área da avaliação física e fisiológica.
Desta forma, o Personal Trainer poderá oferecer um serviço com segurança e eficiência. Um dos maiores requisitos é a prática. Só com a prática, o profissional saberá ensinar a forma correcta e segura de executar cada exercício ou técnica, afim de tirar o melhor rendimento do treino. Como tudo na vida, só se aprende fazendo. Longe vão os tempos em que o Personal Trainer era contratado apenas por atletas, celebridades ou executivos que não podiam ou não queriam, perder tempo a frequentar ginásios. Actualmente, a figura do P.T. popularizou-se e existe em práticamente todos os ginásios e health clubs, onde cuidam do bem-estar e da condição física de muita gente. Com o crescimento da profissão devido à sua elevada procura, muitos foram os que, mesmo sem a devida qualificação,  aproveitaram a "maré" e entraram na profissão, provocando alguma desconfiança em quem procura este tipo de serviço. Por isso, quando decidir ter uma actividade física orientada, exija um profissional devidamente qualificado e credenciado. 
O programa de Personal Trainer  começa com uma avaliação da condição física, seguida de uma consulta com a finalidade de obter o máximo de informação possível acerca de todo o historial de saúde da pessoa em causa, assim como hábitos alimentares e estilo de vida em geral. Seguidamente será feito um programa de treino individualizado, adaptado ás características físicas, necessidades reais e limitações de cada um.
Os objectivos podem ser os mais variados e vão desde a redução da gordura corporal, aumento da massa muscular, tonificação, aumento da performance para atletas, reabilitação e aumento da resistência cardiovascular. Qualquer que seja o caso, o P.T. irá ao encontro do melhor programa para o indivíduo em questão, pois só assim haverá a garantia de que os objectivos serão mais rápido e facilmente alcançados.
Que perfil deverá ter um Personal Trainer?
1º Paixão pelo que faz. Esta, talvez seja a característica mais importante pois supera todos os obstáculos e ajuda o indivíduo a encontrar as soluções para as dificuldades técnicas e de relacionamento. 2º Uma atitude positiva em relação ao seu trabalho. Condiciona a sua atitude por aquilo em que acredita, mostrando sempre uma postura positiva em relação ao seu trabalho encarando as dificuldades como desafios a vencer. 3º  Liderar sempre através do exemplo. Por gostar daquilo que faz, experimenta em si próprio muitas das técnicas que utiliza. Procurar dar o exemplo como pessoa equilibrada sobretudo em termos de exercício, sono e alimentação. 4º Saber colocar-se no lugar dos alunos. Demonstrar  uma grande empatia e tentar ver o treino pela perspectiva dos seus alunos para melhor os compreender. Sem o conhecimento dessa perspectiva, dificilmente será capaz de ajudar a mudar algo ou a despertar o potencial existente. 5º Não abdicar dos princípios de treino. Embora correndo alguns riscos, o profissional competente baseia o seu trabalho na aplicação de princípios universais de treino, com uma adaptação constante e individualizada, pois sabe que só assim conseguirá obter os resultados desejados.  
6º Capacidade de adaptação e flexibilidade. Como trabalha com aspectos biológicos, psicológicos e sociais dos indivíduos, não pode seguir ou criar receitas e planos rígidos. Do ideal ao real, da teoria à prática, vai uma grande distância, por isso é fundamental ao P.T. mostrar a sua competência aliada a uma constante flexibilidade e capacidade de adaptação de acordo com as características muito próprias de cada indivíduo. 7º Ter sempre uma visão concreta daquilo que quer. O seu planeamento de trabalho consiste essencialmente numa visão clara dos objectivos a que se propõe, sendo o resultado final preparado meticulosamente como quem prevê o futuro. Com uma curiosidade de criança pelas relações humanas e pela indústria do fitness, conseguindo assim retirar do aluno todo o seu potencial e fazendo com que este acredite em si próprio. 
 Ainda acha que é fácil ser-se Personal Trainer?
                                                                                  Saudações desportivas
                                                                                         António Brilhante

sábado, 11 de fevereiro de 2012

GRAVIDEZ E EXERCÍCIO FÍSICO

Nos últimos anos têm-se assistido a um grande desenvolvimento da investigação sobre o exercício físico durante a gravidez, porém, muitas são as dúvidas que prevalecem e que levam à diminuição da sua frequência. Vários estudos tiveram como objectivo principal, avaliar os principais factores que influenciam a prática do exercício físico durante a gravidez e a informação das futuras mães relativamente aos seus efeitos. Embora a grande maioria das mulheres compreenda os benefícios do exercício físico na gravidez, isso não se tem traduzido num aumento da sua prática. Assim, é necessário uma maior sensibilização dos profissionais de saúde para a promoção do exercício físico controlado na mulher grávida.
Durante muito tempo, as atitudes clínicas, e as tradições relativamente ao exercício físico durante a gravidez têm sido moldadas mais por influências culturais do que por evidências científicas, contudo, com o avanço da ciência, aliado a uma forte procura de informação pela população em geral, importantes questões se levantaram sobre a relação risco/benefício do exercício durante a gravidez tornando-se imprescindível a criação de um consenso relativamente ás suas recomendações. Alguns estudos mostram que um programa de exercício físico de moderada intensidade, iniciado numa fase precoce da gravidez e durante a fase hiperplásica do crescimento placentar, pode aumentar a capacidade funcional da placenta aumentando a distribuição de nutrientes e o consequentemente o crescimento fetal.
A prática do exercício físico parece facilitar o trabalho de parto, verificando-se não só uma diminuição da sua duração, mas também das complicações obstétricas. Existem ainda outros benefícios a ter em consideração, como a prevenção de excesso de peso e das dores lombares, prevenção da intolerância à glicose, melhor adaptação psicológica ás alterações da gravidez e acentuada diminuição do risco de pré-eclâmpsia. No que se refere ao aleitamento, o excesso de peso poderá ter um papel nefasto, uma vez que o excesso de peso e obesidade estão associados a uma menor duração do período de amamentação.
As actividades mais frequentadas referidas pelas futuras mães são as caminhadas, a natação, jardinagem e o jogging. No entanto estudos realizados provaram ser a ginástica pré-natal a actividade mais praticada. Os recém nascidos, cujas mães praticaram actividade física regular durante a gravidez, apresentam um índice de massa gorda inferior aos restantes, o que é excelente para a saúde do bebé. Na ausência de contra-indicações as mulheres grávidas devem ser estimuladas a efectuar exercício físico de modo a obter os mesmos benefícios para a saúde como antes de ocorrer a gravidez.
Aconselha-se que as mulheres grávidas realizem exercício físico regular pelo menos 30 minutos 3 vezes por semana. O exercício deve ser realizado na altura menos quente do dia, a grávida deve usar roupas confortáveis e ingerir grande quantidade de líquidos e deve ser capaz de manter uma conversação verbal durante a prática do exercício. Devem ser evitados os exercícios em posição supina depois do quarto mês de gravidez. É de extrema importância, informar as mulheres grávidas dos aspectos benéficos do exercício físico no  seu bem estar e do futuro bebé, na tentativa de incentivar para o início e manutenção da prática da actividade física.  Assim parece fundamental o papel dos profissionais de saúde na educação, não só das grávidas, mas também da população em geral, para promoção de estilos de vida saudáveis como a prática do exercício físico regular.
                                                                               Saudações desportivas
                                                                                       António Brilhante

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

SPIN BIKE

Esta é uma proposta de treino que tem por base o Indoor Cycle e  é actualmente uma das actividades de fitness mais procurada em todo o Mundo, na medida em que concilia aulas de grupo com um treino aeróbico extremamente exigente e enérgico e onde não falta a componente musical.
Existem alguns ingredientes que não podem faltar nas aulas de Spin Bike. Durante cada sessão a música é uma constante, e a presença de um instrutor habilitado permite uma aula monitorizada saudável e dinâmica. 
Apesar das semelhanças com a bicicleta de montanha (BTT), nesta modalidade utiliza-se uma bicicleta estacionária que possui apenas uma roda de balanço que pesa cerca de 20kg e que permite a possibilidade de adaptação da intensidade do exercício aos  diferentes níveis de aptião física.
A estrutura da bicicleta utilizada nas aulas de Spin Bike apresenta ângulos que facilitam a utilização por qualquer pessoa, bem como a regulação do volante e do selim  em altura e distância. Por se tratar de um treino aeróbico, o Spin Bike garante perda de gorduras, e a utilização de técnicas básicas como "salto", "impulsos e ritmos", "subida sentado e de pé", "sentado direito" e "corrida de pé" de uma forma ritmada e contínua, permite um gasto calórico de cerca de 600 calorias por aula. Ao praticar esta actividade desportiva, cerca de 70% da massa muscular do nosso corpo está a ser solicitada, trabalhando-se essencialmente os membros inferiores e os abdominais que são responsáveis por uma postura correcta protegendo as costas e impedindo o balanço do quadril, devendo para isso, estar sempre contraídos.
A prática do Spin Bike não é incompatível para pessoas que sofram de problemas cardíacos ou nas articulações.  Quando  supervisionado  de uma forma adequada por um técnico, poderá até servir como prevenção ou terapia, desde que não se ultrapasse o ritmo cardíaco aconselhado. Se por acaso, é daquelas pessoas que pensa que esta modalidade é monótona ou demasiado estática, está completamente enganado, pois não existem duas aulas iguais. A diversidade de posições e a variedade das músicas e coreografias, fazem do Spin Bike uma modalidade onde o imprevisto é uma constante e onde poderá melhorar a sua rapidez de reflexos, força de impulsão e resistência cardiovascular.
Como é sabido, os exageros nunca são convenientes e esta regra também se aplica a esta actividade física, muitas vezes praticado de forma incorrecta com o consequente risco de lesões. As aulas de Spin Bike são constituídas por 4 fases distintas: Aquecimento, Desenvolvimento da resistência cardiovascular e muscular, Regresso à calma e Alongamentos. Outro factor muito importante, é o equipamento que deverá ser constituído por uma T-shirt fresca e porosa que permita uma correcta transpiração, calçado com sola dura adequado para ciclismo (assegure-se que os atacadores estão    bem atados),  monitor de frequência cardíaca (tipo polar), e calças 
ou calções justos com protecção da zona que apoia sobre o selim. A respiração deve ser natural e profunda, sendo a diafragmática a ideal. Os principais objectivos do Spin Bike são: 
Desenvolvimento da resistência muscular, desenvolvimento da resistência cardio respiratória, desenvolvimento da agilidade e força, desenvolvimento da aptidão física geral e funcional, tonificação muscular, diminuição percentual de gordura corporal e aumento do bem-estar físico e mental. E não se esqueça, que para praticar esta modalidade nem sequer precisa de saber andar de bicicleta.
                                                                       Saudações desportivas
                                                                              António Brilhante


domingo, 15 de janeiro de 2012

KAMPO TRAINING (Sessão)

Olá a todos

Aqui vão algumas fotos da 3ª e última aula experimental de Kampo Training, que teve lugar no passado dia 8 na praia do Olival em Armação, numa parceria com o ginásio FITGYM do amigo Ângelo Neto. Nesta sessão foram mais de 70 os participantes batendo assim o anterior recorde de presenças, mas a alegria e o espírito foi o mesmo de sempre.









































































































































































































































E foi assim que correu a última aula experimental de KAMPO TRAINING. A partir de agora vão ser constituídas turmas e vai ser a sério. O FitGym foi o primeiro a formar  uma turma e vai ter a sua primeira aula no dia 4 de Fevereiro. Espero que outros lhe sigam o exemplo.
                                                                                    Saudações desportivas
                                                                                          António Brilhante